Visita comemorativa reuniu o Ministro da Educação, Ciência e Inovação e representantes científicos nacionais no laboratório europeu
Portugal assinalou, este mês, os 40 anos da sua adesão ao CERN – Organização Europeia para a Investigação Nuclear – com uma visita institucional ao laboratório europeu, em Genebra, que reuniu representantes governamentais, científicos e institucionais nacionais, reforçando o compromisso do país com a ciência, a inovação e a cooperação internacional.
A visita contou com a presença do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, da Secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão, e de uma comitiva que integrou, entre outros, o delegado científico de Portugal no Conselho do CERN, Mário Pimenta, a presidente do LIP – Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, Patrícia Gonçalves, representantes das principais Instituições de Ensino Superior nacionais com atividade em Física de Partículas e tecnologias associadas, bem como os presidentes da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e da Agência Nacional de Inovação (ANI).
Integrada nas comemorações das quatro décadas de participação portuguesa no CERN, a visita incluiu reuniões institucionais com responsáveis do laboratório e visitas a infraestruturas experimentais, proporcionando um contacto direto com a comunidade científica portuguesa a trabalhar no CERN e um enquadramento das principais atividades científicas e tecnológicas em curso.
A adesão de Portugal ao CERN foi formalizada em janeiro de 1986, com o hastear da bandeira nacional em Genebra, simbolizando a integração plena do país numa das mais relevantes organizações científicas internacionais. Nesse mesmo ano foi criado o LIP, enquanto parceiro nacional do CERN, desempenhando desde então um papel central na coordenação da participação portuguesa.
Ao longo destas quatro décadas, Portugal tem estado envolvido em colaborações científicas de referência, contribuindo para avanços fundamentais na física de partículas, para o desenvolvimento de tecnologias de ponta e para a formação de gerações de investigadores, engenheiros e estudantes altamente qualificados. A participação nacional enquadra-se em grandes experiências internacionais, como o ATLAS e o CMS, no desenvolvimento tecnológico e na computação científica e distribuída, bem como na investigação e desenvolvimento associados a projetos futuros, como o Future Circular Collider (FCC).
Este momento comemorativo assumiu, assim, uma dimensão simbólica e estratégica, sublinhando a relevância da diplomacia científica, da cooperação internacional e do investimento sustentado em ciência e inovação como motores do desenvolvimento económico e social. As celebrações dos 40 anos da participação portuguesa no CERN prolongam-se ao longo de 2026, com um conjunto alargado de iniciativas científicas, institucionais e de divulgação, coordenadas pelo LIP.
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