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ANI traça caminhos da “Inovação Aberta em Portugal”

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Com cerca de 200 inscritos, a Conferência “Inovação Aberta em Portugal” reuniu no Porto mais de duas dezenas de especialistas para debater o papel da Inovação Aberta na aceleração da competitividade das empresas e na promoção internacional das atividades de Investigação & Desenvolvimento (I&D).

O evento, que se realizou a 30 de novembro, foi aberto pelo Secretário de Estado da Economia, que realçou a importância da I&D colaborativa, nomeadamente em processos de grande escala, capazes de mobilizar setores de atividade e cadeias de valor. No atual contexto de uma economia baseada na procura, em que as empresas devem adaptar-se às reais necessidades do mercado, João Correia Neves destacou também papel do Estado no desenvolvimento de políticas facilitadoras da atividade económica.

Naquela que foi a primeira conferência subordinada ao tema da Inovação Aberta em Portugal, os participantes foram desafiados a participar num inquérito sobre Políticas de Inovação Aberta. Metade dos inquiridos apontou os incentivos financeiros e fiscais como os instrumentos que mais podem contribuir para a colaboração entre empresas e entidades de I&D e considera que a promoção internacional de I&D e da inovação nacional passa pela articulação entre entidades públicas, como a ANI ou a AICEP. Cerca de 60% dos inquiridos afirma que o alinhamento entre oferta e procura de tecnologia e a partilha de ideias deverá passar pela aposta em plataformas digitais de âmbito nacional.

O público teve ainda a oportunidade de assistir ao testemunho do Professor Henry Chesbrough, da Universidade de Berkeley, na Califórnia, o “pai” do conceito de Open Innovation. O professor destacou o papel da Inovação Aberta nas PME, que podem retirar benefícios ao colaborar entre si para inovar mais rapidamente, com menores custos e com menos riscos. Henry Chesbrough acredita que a dinamização da economia baseia-se no investimento em inovação e que Portugal poderá, através da Inovação Aberta, aceder a ideias, tecnologias e processos mais avançados e disponíveis à escala global e, com isto, aumentar a sua capacidade de inovação.

A Inovação Aberta e a competitividade empresarial, a valorização do Conhecimento através da Inovação Aberta, o papel da Política Pública para a Inovação Aberta e a difusão da Inovação foram os principais temas em debate na conferência organizada pela ANI. O painel de oradores contou com especialistas de empresas, de instituições do Ensino Superior, de Centros de Interface, Clusters, Laboratórios Colaborativos, entre outros, que contribuíram com as suas perspetivas sobre as práticas orientadas para processos de inovação.

*Evento cofinanciado no âmbito do SIAC – Iniciativa de Transferência do Conhecimento.

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